Anexos
Anexo A. Tabela rápida
As sete classes
| símbolo | lê-se | região | consoantes |
|---|---|---|---|
| Φ | fi | os lábios | p, b, f, v; o w inglês no início de sílaba |
| Θ | teta | os dentes | t, d (quando não soam tch/dj), o th inglês |
| Χ | qui | o fundo | k (c, qu), g (de gato), o h inglês e alemão, o j espanhol |
| Σ | sigma | o chiado/assobio | s, z, ç, ch, j, x (de xícara), g (de gente); o tch/dj do Brasil (leite, tarde) |
| Λ | lambda | o que flui | l, lh, r, rr (também o r forte do Brasil) |
| Ϻ | san | o zumbido fechado | m |
| Ξ | csi | o zumbido aberto | n, nh, o ng inglês, o ñ espanhol |
Caso limite: o y do inglês yes e o ll / y do espanhol do México (llave, yate). Anotam-se entre parênteses e não se classificam à força. As semivogais dos ditongos do português (pai, noite) não são caso limite: são vogais.
Como tirar um código, em três passos
- Raiz. Tire terminações e prefixos: -ar, -er, -ir, -s, -es, -ção, -mente, -dade, re-, des-, in-…
- Esqueleto. Anote as consoantes da raiz tal como soam, na ordem.
- Classes. Troque cada consoante pelo seu símbolo.
As regras do som (português, pronúncia geral do Brasil)
- O som, não a letra. O h nunca soa: não conta (hora → r).
- Vogais nasais: o m ou o n que só nasaliza a vogal não é consoante (também t · b, bom b, lâmpada l · p · d, mãe m). Entre vogais, a nasal volta a contar (cama k · m).
- t e d antes do som [i], inclusive o e final que soa i (leite, dente, tarde): no Brasil soam tch e dj. Escrevem-se assim no esqueleto (leite l · tch) e a classe se lê pelo som que chegou: Σ.
- l no fim de sílaba (sal, Brasil, mal): no Brasil soa u, é vogal e não conta (sal s, Brasil b · r · z).
- r: o r fraco (hora, caro) é Λ. O r forte (rato, carro, muitos r finais) soa, em quase todo o Brasil, como um h aspirado; no interior, retroflexo. Continua sendo Λ: a classe segue a função do som na palavra (o r, o que flui), não o ponto exato onde ele é feito. É uma decisão declarada, um caso a observar.
- c (antes de a, o, u), qu, k → som k → Χ.
- ch, x de xícara, j, g (antes de e, i), s e z sonoros, ç e o s final (também o s chiado do Rio) → Σ.
- x de táxi → ks → Χ · Σ.
- lh → Λ (filho f · lh). nh → Ξ (banho b · nh).
- As semivogais dos ditongos (pai, mãe, noite, muito, oito) são vogais: não contam (pai p, noite n · tch, oito t).
- Letras dobradas (rr, ss) → um só som.
- Em outras línguas, manda a pronúncia: o k de know não conta; o r final de mother conta conforme o sotaque.
Em Portugal o esqueleto muda em dois pontos. O t e o d antes de i continuam t e d, Θ (leite l · t). E o l do fim de sílaba soa l e conta, Λ (sal s · l). Seu esqueleto depende do seu sotaque.
Para comparar. Em espanhol, o h é mudo; j e g (antes de e, i) soam como um h forte → Χ; ll e y são caso limite; c (antes de e, i) e z → s na América, th na Espanha; o i e o u dos ditongos (tierra, rueda) são vogais. Em inglês, th → Θ; o h se pronuncia → Χ (soa quase como o seu rr de carro); sh, ch, j → Σ; ng → Ξ; o w inicial → Φ; letras mudas não contam (o k de know, de knife); o r depois de vogal depende do sotaque (mother m · th · r nos Estados Unidos, m · th em boa parte da Inglaterra).
Notação
| escreve-se | quer dizer |
|---|---|
| p · d · r | um esqueleto: consoantes reais |
| Φ · Θ · Λ | um código: classes, na ordem |
| {Φ, Θ, Λ} | um núcleo: as mesmas classes, sem ordem |
| *tréyes | uma palavra reconstruída, que não está escrita em nenhum documento |
As seis perguntas antes de acreditar numa conexão
- Conferi num dicionário etimológico?
- É a mesma família de línguas?
- Estou somando classes?
- Contei as palavras que não se encaixam?
- Estou dizendo isso como achado ou como leitura?
- Isso sobrevive a alguém que não pensa como eu?